Cresci ouvindo as minhas avós dizerem: “Mariana, filha, tens de ter mais paciência, ser menos ansiosa, as coisas têm o seu momento e não adianta tem pressa, calma filhota.”
E, nestes meus quase 30 anos de existência, sempre achei um exagero delas; como assim não ter pressa, como assim ter paciência?! Sempre achei que isso era coisa de pessoa que está cansada de lutar. Tanta arrogância a minha, tamanha falta de maturidade e experiência de vida.
A cada dia que passa, mais descubro que elas têm uma total e inquestionável razão. Que virtude essa, a da paciência. E que virtude essa da qual eu não nasci dotada.
Queremos tudo para ontem, caprichosamente do jeito que planeámos. Queremos tudo numa velocidade que não é a natural, numa velocidade que, muitas vezes, se acontecesse assim, não saberíamos metabolizar. E, embora conscientemente tenhamos essa percepção, o emocional tende a nos colocar armadilhas. Resta-nos o exercício de contrariar essa tendência. Resta-nos perceber que tudo tem um timing.
Descobri com isto, que tenho de me lembrar de todas as coisas que elas sempre me aconselharam, pois a probabilidade é que elas estejam certas. Sinto que seria burrice da minha parte, tendo descoberto isto, perder a oportunidade de aprender com quem já viveu muito mais do que eu e que ainda por cima me ama.



estou todo babado, mas de maneira nenhuma admirado
ha muitos anos que sei que escreves…infelizmente, ate agora, apenas para ti, pois penso que consideravas que eram assuntos muito pessoais…..talvez ate timidez em os partilhar……sabes que sempre respeitei essa tua decisao, tentando por vezes que mudasses de opiniao e os publicasses
felizmente, e a partir de agora, inicias um ciclo (que espero nao interrompas) de partilhar com todos alguns textos, alguns novos , talvez outros que ja trazias na tua mente, e que sei brotam do mais profundo do teu ser
nao tenho o dom de escrever como tu…….mas ao ler este texto e os outros, o meu coracao quase explode de felicidade e de admiracao por uma pessoa, que tambem e’, por acaso, minha filha…….amo-te e tal como comecei continuo todo babado mas de maneira nenhuma admirado ou espantado
Fico extremamente feliz pelas conclusões que revelam uma maturidade que está presente e que se pressente ao estar perto de ti. A vida é mesmo assim, tudo tem um tempo e um momento, mesmo que tenhamos perdido outros momentos e tempos por termos cometido erros por falta dessa maturidade que só tempo e a experiência nos oferecem. Tal como o comentário do teu Pai, não me é estranho estes escritos e estas ideias que sempre soube estavam “escondidas” dentro de ti a aguardarem um dia para terem a liberdade de se exporem. Beijos grandes