Desde o primeiro instante que coloquei os pés em São Paulo, quando fui morar para lá em setembro de 2008, que passei a sofrer de uma doença crónica chamada de síndorme do emigrante, isto é, a síndrome do coração dividido.
Em Lisboa deixei a minha família querida, os meus amigos de sempre e uma cidade e um país que amo incondicionalmente.
Em São Paulo construí uma família de amigos, muito trabalho e uma apreço enorme pela cidade.
Sendo assim, quando estou em São Paulo o meu coração e pensamento estão a todo o momento em Lisboa e com as pessoas que aqui deixei, e quando estou em Lisboa sinto o mesmo por São Paulo.
Podemos ver isto pelo lado positivo, agora tenho dois lares, duas famílias, dois países. Mas eu sou portuguesa até à última gota de sangue, o que significa que a saudade é algo que corre nas minhas veias e que é cultivado, então padeço de uma constante falta de uma parte do meu coração.
Não me gera sofrimento, até porque era muito feliz em Portugal e agora continuo a sê-lo no Brasil, gera talvez uma alegre nostalgia. Na realidade, gera apenas a síndrome do emigrante que, by the way, acabei de inventar. Heheheh.
Beijinhos a todos directamente de Portugal!



Ai como chorei lendo o texto! Saudade muita!
voltaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Obrigada por colocar palavras nos meus sentimentos. Entendo perfeitamente a sindrome pois também tenho amores “autre mer” . Como sempre vc é muito justa no que diz. Bjs e saudades. Nina