
Sou madrinha de uma menina absolutamente linda chamada Madalena, filha da minha melhor amiga Ana (meu deus, como o tempo passa, somos amigas há quase 22 anos). Hoje falando com essa minha irmã sobre a sua pequenina, voltei a sentir “aquilo” de novo, como todas as vezes que ouço o seu nome ou penso nela acontece.
E com “aquilo” refiro-me ao facto de que com a Madalena descobri que o amor incondicional existe mesmo. Assim que soube que ela iria nascer senti uma vaga de amor que nunca tinha sentido antes e, quando ela nasceu, o que eu pensei que não seria possível aumentar, aumentou. Como é lindo isso. Sem demagogias, nem lamechices, mas é isso mesmo que sinto.
A experiência do amor incondicional é interessante, pois é totalmente desprovida da preocupação da reciprocidade. Não está centrada em si mesmo, mas na constatação de que, só pelo simples motivo da outra pessoa existir, o mundo se torna num lugar melhor para viver.
Uma das coisas mais difíceis de viver em São Paulo é a distância física que me separa dela, porque apesar de jamais sair do meu pensamento, as suas primeiras experiências estou a perdê-las. Mas mesmo à distância vibro como se estivesse a vivê-las junto com ela e sei que um dia voltaremos a viver juntas.
Agora a questão é a seguinte, se eu sinto isto, imagina o que a mãe dela sentirá?!
Imagina o que um dia eu sentirei pelos meus filhos?!

Mari!! Que lindo texto. Descobri seu blog agora e já está na minha lista de favoritos. Imagino que você deva estar muito feliz visitando a família e os amigos, e por ressonância, fico feliz com você. Muitos beijos cheios de saudades. Naiana.