A beleza do amor incondicional…


Sou madrinha de uma menina absolutamente linda chamada Madalena, filha da minha melhor amiga Ana (meu deus, como o tempo passa, somos amigas há quase 22 anos). Hoje falando com essa minha irmã sobre a sua pequenina, voltei a sentir “aquilo” de novo, como todas as vezes que ouço o seu nome ou penso nela acontece.

E com “aquilo” refiro-me ao facto de que com a Madalena descobri que o amor incondicional existe mesmo. Assim que soube que ela iria nascer senti uma vaga de amor que nunca tinha sentido antes e, quando ela nasceu, o que eu pensei que não seria possível aumentar, aumentou. Como é lindo isso. Sem demagogias, nem lamechices, mas é isso mesmo que sinto.

A experiência do amor incondicional é interessante, pois é totalmente desprovida da preocupação da reciprocidade. Não está centrada em si mesmo, mas na constatação de que, só pelo simples motivo da outra pessoa existir, o mundo se torna num lugar melhor para viver.

Uma das coisas mais difíceis de viver em São Paulo é a distância física que me separa dela, porque apesar de jamais sair do meu pensamento, as suas primeiras experiências estou a perdê-las. Mas mesmo à distância vibro como se estivesse a vivê-las junto com ela e sei que um dia voltaremos a viver juntas.

Agora a questão é a seguinte, se eu sinto isto, imagina o que a mãe dela sentirá?!
Imagina o que um dia eu sentirei pelos meus filhos?!

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Olhem bem onde eu estou…no Algarve!

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Para quem não conhece o Algarve, achei que seria interessante postar algumas fotos e curiosidades do lugar onde estou agora, com a minha mãe e o meu querido padrasto.

O Algarve fica no extremo Sul de Portugal e é uma região de praias magníficas, uma cultura rica e uma culinária deliciosa, tornando-se assim num dos pontos turísticos mais fortes do nosso país.

E agora um pouco de HIstória…devido à ocupação árabe da maior parte da Ibéria, a região foi chamada “Al-Gharb” que significa “o país do Oeste”. A ocupação árabe terminou no Século XII e desde então tem sido o Algarve. Foi só no Século XIII que os Portugueses conseguiram reconquistar completamente a região aos Árabes.

Enfim, é por isso que sou maravilhada pelo o meu país, pois numa extensão tão pequena de terra encerra em si mesmo uma cultura tão vasta e cativante.

Ao longo dos dias colocarei mais fotos, já que ficarei aqui até ao final da semana.
Espero que gostem e que um dia venham conhecer esta terra maravilhosa.

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A síndrome do emigrante!


Desde o primeiro instante que coloquei os pés em São Paulo, quando fui morar para lá em setembro de 2008, que passei a sofrer de uma doença crónica chamada de síndorme do emigrante, isto é, a síndrome do coração dividido.

Em Lisboa deixei a minha família querida, os meus amigos de sempre e uma cidade e um país que amo incondicionalmente.
Em São Paulo construí uma família de amigos, muito trabalho e uma apreço enorme pela cidade.

Sendo assim, quando estou em São Paulo o meu coração e pensamento estão a todo o momento em Lisboa e com as pessoas que aqui deixei, e quando estou em Lisboa sinto o mesmo por São Paulo.

Podemos ver isto pelo lado positivo, agora tenho dois lares, duas famílias, dois países. Mas eu sou portuguesa até à última gota de sangue, o que significa que a saudade é algo que corre nas minhas veias e que é cultivado, então padeço de uma constante falta de uma parte do meu coração.

Não me gera sofrimento, até porque era muito feliz em Portugal e agora continuo a sê-lo no Brasil, gera talvez uma alegre nostalgia. Na realidade, gera apenas a síndrome do emigrante que, by the way, acabei de inventar. Heheheh.

Beijinhos a todos directamente de Portugal!

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Vencendo todos os paradigmas

Esta semana durante o almoço, DeRose pediu-me para lhe contar algo que tinha acontecido comigo. Depois de eu lhe contar todos os detalhes, a frase dele foi a seguinte: “Viu, por causa de um paradigma, quase deixou de viver uma coisa muito legal.”

Aquela frase não sai da minha cabeça, não só porque ele está mais do que certo, mas porque eu não tenho feito mais nada, além disso, nestes últimos quase dois anos que vivi aqui em São Paulo.

Nunca pensei que fosse mudar tanto, crescer tanto, descobrir tantas coisas que descobri e que tivesse de mudar tantas ideias enraizadas e, por isso paradigmas, que me cristalizavam em determinados aspectos.

É um processo desafiante, com tudo o que de difícil têm os desafios, requer um auto-estudo e humildade constantes e, por último, exige uma capacidade de mudança soberana.

Muitas vezes o primeiro instinto é dizer chega, não aguento mais mudar, não quero mais estar permanentemente analisando o que funciona e o que não funciona, dá muito trabalho e desgaste ao emocional.

Não obstante, quando essa inércia inicial é superada nada é mais gratificante. Nada mesmo. Saber que o que resultou dessa observação e auto-crítica foi um ser humano melhor, mais maduro, mais consciente dos outros e por isso mesmo mais integrado com os outros.

Claro que desfazer um paradigma implica criar outro, mas o cerne da questão não é essa. E sim aos poucos irmos evoluindo e criando paradigmas em maior consonância com a pessoa que pretendemos ser no futuro.

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O poder do olhar…

Como traduzir por palavras aquilo que as palavras não dizem? Como teorizar aquilo que apenas pode ser sentido e não descrito? O poder de um olhar…

Os meus pais sempre me ensinaram que doa a quem doer, custe o que custar, transparência acima de tudo. E o olhar forte, directo e ao mesmo tempo doce, é uma componente essencial dessa filosofia de vida.

Ensinaram-me também que o ser humano até pode mentir com as palavras, mas jamais com o olhar. E nada é mais verdade do que isso. São raríssimas as pessoas que conseguem dissumular o que sentem com o olhar e, por isso mesmo, concentro-me muito mais nos olhos da pessoa que está à minha frente, do que no que ela me diz, sei que assim a conhecerei muito para além do que as camadas que a protegem, escondem.

Seja qual for a circunstância, a experiência que está a viver será mais intensa se você mergulhar no olhar da pessoa com quem a partilhar. Numa estória feliz, você vivenciará a felicidade do outro, numa estória triste, você será o conforto do outro, num negócio manterá a lucidez e a confiabilidade, namorando, você fundir-se-á.

Enfim, tudo isto para dizer que, seja com quem for e em que momento for, olhe nos olhos, sempre!

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Para quê brigar?!

Uma vez o DeRose esteve na nossa escola para uma conversa com os alunos e num dado momento ele disse uma coisa que até hoje não me sai da cabeça. Palavra por palavra não me lembro agora, mas o sentido era o seguinte, brigar não adianta nada, se brigar resolvesse alguma coisa todo o mundo estaria solucionado, todas as guerras terminariam em conciliação, então opte sempre por não contender.

Até hoje, diariamente me lembro do que ele falou. Já o sabia racionalmente, só que daquela vez tocou num ponto nevrálgico, encaixou, senti fisicamente o que ele queria dizer.

Brigar não adianta absolutamente nada. Na realidade, muito pelo contrário, só serve para gerar ainda mais discórdia, ainda mais mal estar e assim se vão minando e destruindo relações, amores, povos e culturas.

Queria tanto conseguir transmitir nestas palavras aquilo que descobri, pois mudou a minha vida de forma drástica.
Isso significa que nunca mais briguei ou tive vontade?! Claro que não. Mas significa que o meu objectivo, a minha meta, é um dia perder esse condicionamento que, embora insipiente, ainda é real.

Não falo de passividade, exactamente o oposto, fala de ser actuante, combativo, energético, lutador, mas não briguento, violento, impaciente, deseducado. Você pode e deve continuar a ser forte, a defender os seus ideais e pontos de vista com toda a sua alma, mas não precisa de o fazer em formato de cisão.

Pense em todas as brigas que você já teve na sua vida. Agora pense o que de produtivo resultou delas.
Não será muito mais inteligente deixar a emocionalidade de lado e, mesmo sabendo que por vezes tem razão, optar por não entrar em discussão acesa e cega?!
Não será muito mais inteligente escolher gostar, sorrir, cuidar, entender, tolerar?!

No fim das contas, tudo nesta vida é uma decisão, uma escolha baseada em valores e na qual temos de persistir para que funcione. No meu caso decidi não brigar, principalmente com as pessoas que amo. Para essas pessoas quero ser, acima de tudo, a cama fofa onde elas vão poder deitar-se no fim de um dia difícil, porque isso sim vale a pena e, isso sim, dá sentido à vida e me deixa orgulhosa do ser humano em que me estou a tornar.

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As avós têm sempre razão!

Cresci ouvindo as minhas avós dizerem: “Mariana, filha, tens de ter mais paciência, ser menos ansiosa, as coisas têm o seu momento e não adianta tem pressa, calma filhota.”

E, nestes meus quase 30 anos de existência, sempre achei um exagero delas; como assim não ter pressa, como assim ter paciência?! Sempre achei que isso era coisa de pessoa que está cansada de lutar. Tanta arrogância a minha, tamanha falta de maturidade e experiência de vida.

A cada dia que passa, mais descubro que elas têm uma total e inquestionável razão. Que virtude essa, a da paciência. E que virtude essa da qual eu não nasci dotada.

Queremos tudo para ontem, caprichosamente do jeito que planeámos. Queremos tudo numa velocidade que não é a natural, numa velocidade que, muitas vezes, se acontecesse assim, não saberíamos metabolizar. E, embora conscientemente tenhamos essa percepção, o emocional tende a nos colocar armadilhas. Resta-nos o exercício de contrariar essa tendência. Resta-nos perceber que tudo tem um timing.

Descobri com isto, que tenho de me lembrar de todas as coisas que elas sempre me aconselharam, pois a probabilidade é que elas estejam certas. Sinto que seria burrice da minha parte, tendo descoberto isto, perder a oportunidade de aprender com quem já viveu muito mais do que eu e que ainda por cima me ama.

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